Sympathy for the Devil (Rolling Stones)
Please allow me to introduce myself
I'm a man of wealth and taste
I've been around for a long, long year
Stole many a man's soul and faith
And I was 'round when Jesus Christ
Had his moment of doubt and pain
Made damn sure that Pilate
Washed his hands and sealed his fate
Pleased to meet you
Hope you guess my name
But what's puzzling you
Is the nature of my game
I stuck around St. Petersberg
When I saw it was a time for a change
Killed the Czar and his ministers
Anastasia screamed in vain
I rode a tank
Held a general's rank
When the Blitzkrieg raged
And the bodies stank
Pleased to meet you
Hope you guess my name, oh yeah
What's puzzling you
Is the nature of my game, oh yeah
I watched with glee
While your kings and queens
Fought for ten decades
For the Gods they made
I shouted out
"Who killed the Kennedys?"
When after all
It was you and me
Let me please introduce mys elf
I'm a man of wealth and taste
And I laid traps for troubadors
Who get killed before they reached Bombay
Pleased to meet you
Hope you guessed ! my name, oh yeah
But what's puzzling you
Is the nature of my game
Pleased to meet you
Hope you guessed my name, oh yeah
But what's confusing you
Is just the nature of my game
Just as every cop is a criminal
And all the sinners Saints
As heads is tails
Just call me Lucifer
Cause I'm in need of some restraint
So if you meet me
Have some courtesy
Have some sympathy, and some taste
Use all your well-learned politesse
Or I'll lay your soul to waste , um yeah
Pleased to meet you
Hope you guessed my name, um yeah
But what's puzzling you
Is the nature of my game, um ! baby, get down
Woo, who
Oh yeah, get on down
Oh yeah
Oh yeah!
Tell me baby, what's my name
Tell me honey, baby guess my name
Tell me baby, what's my name
I tell you one time, you're to blame
Ooo, who, who
Ooo, who, who
Oh, yeah
---------------------------------------------------
Tradução
** Simpatia pelo Diabo
Por gentileza me permita me apresentar
Sou um homem de fortuna e requinte
Estou por aí já faz alguns anos
Roubei as almas e a fé de muitos homens
E eu estava por perto quando Jesus Cristo
Teve seu momento de duvida e dor
Fiz muita questão que Pilatos
Lavasse suas mãos e selasse seu destino
Prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes intriga
É a natureza do meu jogo
Eu aguardei em São Petersburgo
Quando percebi que era hora para mudanças
Matei o Czar e seus ministros
Anastácia gritou em vão
Pilotei um tanque
Usei a patente de general
Quando as blitzkrieg urgiam
E os corpos fediam
Prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes intriga
É a natureza do meu jogo
Assisti com orgulho
Enquanto seus reis e rainhas
Lutaram por dez décadas
Pelos deuses que eles criaram
Gritei bem alto
"Quem matou os Kennedys?"
Quando afinal de contas
Foi apenas você e eu
Permita-me por gentileza me apresentar
Sou um homem de fortuna e requinte
Deixei armadilhas para ministreis
Que morreram antes de chegarem a Bombaim
Prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah
Mas o que lhes intriga
É a natureza do meu jogo
Prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome
Mas o que lhes confunde
É a natureza do meu jogo
Assim como todo cana é um criminoso
E todos os pecadores Santos
Como cara é coroa
Basta me chamar de Lúcifer
Pois estou precisando de alguma restrição
Então se me conhecer
Tenha alguma delicadeza
Tenha a simpatia, e algum requinte
Use toda sua polidez bem aprendida
Ou deitarei sua alma para apodrecer
Prazer em lhe conhecer
Espero que adivinhem o meu nome, oh yeah
Mas o que lhes intriga
É a natureza do meu jogo
Woo, who
Oh yeah, get on down
Oh yeah
Oh yeah!
Diga-me baby, qual é o meu nome
Diga-me doçura, qual é o meu nome
Diga-me baby, qual é o meu nome
Lhe digo uma vez, é sua culpa
Ooo, who, who
Ooo, who, who
Oh, yeah
"Quisera eu encontrar também um elevador que me elevasse até Jesus, porque sou demasiado pequena para subir a dura escada da perfeição".(Santa Teresinha)
quarta-feira, 18 de abril de 2012
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
SAUDADES
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz,
quando me lembro do passado,eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei.
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,provavelmente não será
do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tivemas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades das coisas que vivie das que deixei passar,sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhordo que um sinal vital
quando se quer falar de vidae de sentimentos.
Ela é a prova inequívocade que somos sensíveis!
De que amamos muitoo que tivemos
e lamentamos as coisas boasque perdemos ao longo da nossa existência...
Clarice Lispector
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz,
quando me lembro do passado,eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei.
Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,provavelmente não será
do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tivemas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades das coisas que vivie das que deixei passar,sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhordo que um sinal vital
quando se quer falar de vidae de sentimentos.
Ela é a prova inequívocade que somos sensíveis!
De que amamos muitoo que tivemos
e lamentamos as coisas boasque perdemos ao longo da nossa existência...
Clarice Lispector
sábado, 6 de agosto de 2011
Um pouco de mim
Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. Já
segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir
minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por
isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao
ponto de nem conseguir fechar os olhos Já passei horas na frente do espelho
tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer
sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me
arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde
chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei
de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de
acreditar nas que realmente valiam. Já tive crises de riso quando não podia. Já
quebrei pratos, copos e vasos, de raiva. Já senti muita falta de alguém, mas
nunca lhe disse. Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria
gritar. Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes
falei o que não pensava para magoar outros. Já fingi ser o que não sou para
agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros. Já contei
piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz. Já inventei
histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava. Já sonhei
demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje
no escuro "me acho, me agacho, fico ali". Já cai inúmeras vezes
achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não
cairia mais. Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem
realmente queria. Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu
amava. Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela
não apareceu e foi um pesadelo maior ainda. Já chamei pessoas próximas de "amigo"
e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e
sempre foram e serão especiais para mim. Não me dêem fórmulas certas, porque eu
não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, porque vou
seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser
igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei
viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesmo, mas
com certeza não serei a mesmo pra SEMPRE! Gosto dos venenos mais lentos, das
bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos
pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz
e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou
dizer: - E daí? EU ADORO VOAR!
segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir
minhas mãos. Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por
isso. Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao
ponto de nem conseguir fechar os olhos Já passei horas na frente do espelho
tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer
sumir. Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me
arrependi. Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde
chorar quieta em meu canto. Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei
de tanto rir. Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de
acreditar nas que realmente valiam. Já tive crises de riso quando não podia. Já
quebrei pratos, copos e vasos, de raiva. Já senti muita falta de alguém, mas
nunca lhe disse. Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria
gritar. Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes
falei o que não pensava para magoar outros. Já fingi ser o que não sou para
agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros. Já contei
piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz. Já inventei
histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava. Já sonhei
demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje
no escuro "me acho, me agacho, fico ali". Já cai inúmeras vezes
achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não
cairia mais. Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem
realmente queria. Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu
amava. Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela
não apareceu e foi um pesadelo maior ainda. Já chamei pessoas próximas de "amigo"
e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e
sempre foram e serão especiais para mim. Não me dêem fórmulas certas, porque eu
não espero acertar sempre. Não me mostre o que esperam de mim, porque vou
seguir meu coração! Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser
igual, porque sinceramente sou diferente! Não sei amar pela metade, não sei
viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão. Sou sempre eu mesmo, mas
com certeza não serei a mesmo pra SEMPRE! Gosto dos venenos mais lentos, das
bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos
pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes. Tenho um apetite voraz
e os delírios mais loucos. Você pode até me empurrar de um penhasco que eu vou
dizer: - E daí? EU ADORO VOAR!
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
O essencial é invisível aos olhos
Você já percebeu que o mundo está dominado pelo consumismo, pela vaidade do corpo, pelo amor à vanglória e pela busca do prazer (hedonismo). O importante hoje é a "cultura do corpo", não mais a do espírito; e esta inversão pôs o homem de cabeça para baixo. Por isso ele está desnorteado, sem norte. As academias de ginástica, os salões de beleza e os consultórios dos cirurgiões plásticos se multiplicam a cada dia, mas os homens e as mulheres continuam infelizes. Falta-lhes algo invisível... A indústria de cosméticos é uma das que mais faturam em todo o mundo.
O valor maior da pessoa humana é o espírito, a alma criada à imagem do Criador; depois vem o corpo, a bela morada da alma. Se o corpo pesa sobre o espírito, este agoniza e o homem fica aniquilado, frustrado, vazio. Se você bater num tambor cheio d'água, ele não fará barulho; mas se você bater num tambor vazio, vai fazer um barulhão.
Os homens também são assim, fazem muito barulho quando estão vazios... Se a hierarquia de valores for invertida, a grandeza do homem fica comprometida. Quando você permite que as paixões do corpo sufoquem o espírito, não há mais homem ou uma mulher em você, mas uma "caricatura" de homem ou de mulher.
O homem do século XX dominou a matéria e a tecnologia, mas lamentavelmente está de cabeça para baixo. É por isso que vimos a matança de dez milhões de irmãos na Primeira Guerra Mundial, o extermínio de cinquenta milhões na Segunda e de mais de cem milhões de vítimas do comunismo na União Soviética e na China.
Além disso, jovem, saiba de uma realidade muito triste: neste século das maravilhas da tecnologia, não houve um dia sequer sem que houvesse, em algum lugar do planeta, uma guerra. Em nenhum dia deste século XX, que há pouco terminou, a humanidade conheceu cem por cento o gosto da paz!
Não é à toa, caro jovem, que a nossa geração é a que mais consome antidepressivos e remédios para dormir e necessita cada vez mais de psicólogos e psiquiatras. Não é mais o corpo que está doente; é a alma. E quando o espírito adoece, toda a pessoa fica enferma.
A cultura do corpo, da glória e do prazer deixa um vazio; porque o homem só pode se satisfazer com aquilo que está acima dele; não com o que está abaixo.
O prazer, sobretudo, se é imoral, passa e deixa sabor de morte; a alegria, por outro lado, que é a satisfação do espírito, deixa gosto de vida.
Se você se frustrar no nível biológico, porque tem algum defeito físico, pode sublimar essa frustração e ser feliz se realizando num nível mais alto, o da cultura, o do saber.
Se você não pode se realizar no nível racional, pode se realizar no nível espiritual, que é o mais elevado, numa relação íntima com Deus. Mas se você desprezar o nível espiritual, não poderá se realizar porque acima deste não há outro no qual você possa buscar a compensação.
O grande poeta francês Exupèry dizia que "o essencial é invisível aos olhos". A razão é simples: tudo que é visível e material passa e acaba; o invisível, o espiritual, fica para sempre.
Você sabe que os todos os seres criados voltam ao seu nada, voltam ao pó da terra. Por quê? Porque a força que os mantém vivos está em cada um, mas não lhes pertence. O poder de ser uma rosa está na rosa, mas não é dela. Quando você vê uma bela flor murchar é como se ela estivesse lhe dizendo: "A beleza estava em mim, mas não me pertencia; Deus a tinha me emprestado". Da mesma forma, o poder de ser um cavalo está no cavalo, mas não é dele. Se fosse dele, jamais ele morreria. Ele foi criado por Alguém que o mantém vivo. Assim como quando uma bela artista envelhece, e surgem as rugas, ela está dizendo que a beleza estava nela, mas não era propriedade dela.
Deus disse a Moisés: "Eu Sou Aquele que Sou! Yahweh!" Isso quer dizer: Somente Deus é a fonte da vida, e todos os seres dependem d'Ele para existir. Se você ficar cultivando apenas o seu belo corpo e se esquecer de sua alma, amanhã estará amargurado, pois, do mesmo jeito que a rosa murchou, o seu corpo também envelhecerá; e isso é para todos, de maneira inexorável.
Por outro lado, quanto mais você viver, tanto mais a alma poderá se tornar bela e jovem, tanto mais o espírito poderá se renovar.
São Paulo expressou muito bem esta mensagem cristã:
"É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia [...] Porque não miramos as coisas que se veem, mas sim as que não se veem. Pois as coisas que se veem são temporais e as que não se veem são eternas" (II Cor 4, 16-17).
Jovem, você não foi criado apenas para esta vida transitória e passageira, na qual tudo fica velho e se acaba. Você foi feito para a eternidade; para uma vida que nunca acaba.
O jovem fogoso que foi Santo Agostinho, um dia, chegou a esta conclusão: "De que vale viver bem, se não posso viver sempre?"
Para você viver sempre, vai precisar cultivar a sua alma, muito mais do que o seu corpo.
Uma pergunta intrigante: Se você conhecesse uma mulher que está grávida, e já tem 8 filhos, dos quais 3 são surdos, 2 são cegos, um é retardado mental, e ela tem sífilis, recomendaria que ela fizesse um aborto? Se sua resposta foi "sim", você teria impedido de nascer e viver o grande gênio da música, o compositor alemão Ludwig van BEETHOVEN (1770-1824).
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
por Prof. Felipe de Aquino
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Estamos com fome de amor...
O que temos visto por ai ???
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos,
sem se preocuparem com as posições cabalisticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas, que infeliz para si mesmo!
(Arnaldo Jabor)
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes.
Com suas danças e poses em closes ginecológicos, cada vez mais siliconadas, corpos esculpidos por cirurgias plasticas, como se fossem ao supermercado e pedissem o corte como se quer... mas???
Chegam sozinhas e saem sozinhas...
Empresários, advogados, engenheiros, analistas, e outros mais que estudaram, estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos...
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dancer", incrível.
E não é só sexo não!
Se fosse, era resolvido fácil, alguém dúvida?
Sexo se encontra nos classificados, nas esquinas, em qualquer lugar, mas apenas sexo!
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho, sem necessariamente, ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico na cama ... sexo de academia . . .
Fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçadinhos,
sem se preocuparem com as posições cabalisticas...
Sabe essas coisas simples, que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção...
Tornamo-nos máquinas, e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós...
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada nos sites de relacionamentos "ORKUT", "PAR-PERFEITO" e tantos outros, veja o número de comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra viver sozinho!"
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários, em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis, se olharmos as fotos de antigamente, pode ter certeza de que não são as mesmas pessoas, mulheres lindas se plastificando, se mutilando em nome da tal "beleza"...
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento, e percebemos a cada dia mulheres e homens com cara de bonecas, sem rugas, sorriso preso e cada vez mais sozinhos...
Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário...
Pra chegar a escrever essas bobagens?? (mais que verdadeiras) é preciso ter a coragem de encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa...
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia isso é julgado como feio, démodê, brega, familias preconceituosas...
Alô gente!!! Felicidade, amor, todas essas emoções fazem-nos parecer ridículos, abobalhados...
Mas e daí? Seja ridículo, mas seja feliz e não seja frustrado...
"Pague mico", saia gritando e falando o que sente, demonstre amor...
Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais...
Perceba aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, ou talvez a pessoa que nada tem haver com o que imaginou mas que pode ser a mulher da sua vida...
E, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois...
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza ?
Um ditado tibetano diz: "Se um problema é grande demais, não pense nele... E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele?"
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, assistir desenho animado, rir de bobagens e ou ser um profissional de sucesso, que adora rir de si mesmo por ser estabanado...
O que realmente, não dá é para continuarmos achando que viver é out... ou in...
Que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo, que temos que querer a nossa mulher 24 horas, maquiada, e que ela tenha que ter o corpo das frutas tão em moda, na TV, e também na playboy e nos banheiros, eu duvido que nós homens queiramos uma mulher assim para viver ao nosso lado, para ser a mãe dos nossos filhos, gostamos sim de olhar, e imaginar a gostosa, mas é só isso, as mulheres inteligentes entendem e compreendem isso.
Queira do seu lado a mulher inteligente: "Vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida"...
Porque ter medo de dizer isso, porque ter medo de dizer: "amo você", "fica comigo", então não se importe com a opinião dos outros, seja feliz!
Antes ser idiota para as pessoas, que infeliz para si mesmo!
(Arnaldo Jabor)
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
O SEGREDO DE JOÃO PAULO II
Há uma quase unanimidade sobre João Paulo II: ele trazia em si um segredo. Uma forma rara e ao mesmo tempo familiar de Deus falar ao mais profundo do coração do homem. Qual seria esse segredo? Isso é lá entre ele e Deus. Mas encontrei como uma réstia de luz a revelar seu segredo em poesia de sua autoria:
Minha Vida por Cristo.
Quando penso no mundo,
que se desvanece e morre
pela falta de Cristo;
Quando penso no caos profundo
em que se despenca
a inquieta e cega humanidade
pela falta de Cristo;
Quando me encontro
com a força da juventude
apática e destroçada
na própria primavera da vida
pela falta de Cristo,
não posso sufocar as queixas
de meu coração.
Quisera multiplicar-me, dividir-me,
para escrever, pregar,
ensinar Cristo.
E do espírito mesmo do meu espírito
brota contundente e único grito:
Minha vida por Cristo!
Do “espírito do espírito” de João Paulo II, brota um grito contundente. O que provoca esse grito, o que lhe dá o combustível explosivo que forjou a “geração João Paulo II”? Veja: a causa da morte no mundo, é a falta de Cristo. O caos em que se despenca a humanidade inquieta e cega é a falta de Cristo. Não são as drogas ou a mentalidade hedonista e descompromissada da “geração y” que a faz apática e destroçada, é a falta de Cristo.
Tudo o que destrói o homem tem uma causa comum, que passa longe das análises de qualquer ciência: a falta de Cristo. João Paulo II, como outros, o encontraram e cultivam com ele amizade contínua e felicíssima. São com ele uma só alma, um só coração. Participam dos sentimentos e desejos do “espírito mesmo do Espírito de Deus”. A consequência desse amor mútuo é a mesma que levou o Pai a enviar Jesus, sua Palavra, seu Verbo, seu Grito: Minha vida pelos homens!
A esse grito lancinante, o homem que vê o profundo dos corações de Deus e dos homens responde, feliz: Minha vida por Cristo! A partir daí, tudo se resume no segredo de João Paulo II: ao procurá-lo, você não o encontrará, pois não é ele quem vive. É Cristo que vive nele.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
por Emmir Nogueira, Co-Fundadora da Comunidade Shalom *
Minha Vida por Cristo.
Quando penso no mundo,
que se desvanece e morre
pela falta de Cristo;
Quando penso no caos profundo
em que se despenca
a inquieta e cega humanidade
pela falta de Cristo;
Quando me encontro
com a força da juventude
apática e destroçada
na própria primavera da vida
pela falta de Cristo,
não posso sufocar as queixas
de meu coração.
Quisera multiplicar-me, dividir-me,
para escrever, pregar,
ensinar Cristo.
E do espírito mesmo do meu espírito
brota contundente e único grito:
Minha vida por Cristo!
Do “espírito do espírito” de João Paulo II, brota um grito contundente. O que provoca esse grito, o que lhe dá o combustível explosivo que forjou a “geração João Paulo II”? Veja: a causa da morte no mundo, é a falta de Cristo. O caos em que se despenca a humanidade inquieta e cega é a falta de Cristo. Não são as drogas ou a mentalidade hedonista e descompromissada da “geração y” que a faz apática e destroçada, é a falta de Cristo.
Tudo o que destrói o homem tem uma causa comum, que passa longe das análises de qualquer ciência: a falta de Cristo. João Paulo II, como outros, o encontraram e cultivam com ele amizade contínua e felicíssima. São com ele uma só alma, um só coração. Participam dos sentimentos e desejos do “espírito mesmo do Espírito de Deus”. A consequência desse amor mútuo é a mesma que levou o Pai a enviar Jesus, sua Palavra, seu Verbo, seu Grito: Minha vida pelos homens!
A esse grito lancinante, o homem que vê o profundo dos corações de Deus e dos homens responde, feliz: Minha vida por Cristo! A partir daí, tudo se resume no segredo de João Paulo II: ao procurá-lo, você não o encontrará, pois não é ele quem vive. É Cristo que vive nele.
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por Emmir Nogueira, Co-Fundadora da Comunidade Shalom *
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
As façanhas do amor
"O Senhor ampara todos os que caem e reergue todos os combalidos." (Sl 145[144],14)
Deus é Amor1. Essa é a certeza mais inabalável que deve guiar a nossa vida, mesmo quando a dúvida nos assalta diante de grandes calamidades naturais, diante da violência de que a humanidade é capaz, diante dos nossos insucessos e fracassos, diante dos sofrimentos que nos afligem pessoalmente.
Que Deus é Amor, Ele mesmo nos demonstrou e continua a fazê-lo de mil modos: dando-nos a criação, a vida (e todo bem a ela vinculado), a redenção por meio do seu Filho, a possibilidade da santificação por meio do Espírito Santo.
Deus nos manifesta o seu Amor sempre: está próximo a cada um de nós, acompanhando-nos e sustentando-nos passo a passo nas provações da vida. Isso nos é confirmado pelo Salmo de onde foi tirada esta Palavra de Vida, que fala da insondável grandeza de Deus, do seu esplendor, do seu poder e, ao mesmo tempo, da sua ternura e da sua imensa bondade. Ele é capaz de façanhas prodigiosas e, ao mesmo tempo, é um pai repleto de atenções, e mais dedicado do que uma mãe.
"O Senhor ampara todos os que caem e reergue todos os combalidos."
De quando em quando todos nós temos de enfrentar situações difíceis, dolorosas, quer na nossa vida pessoal, quer nos relacionamentos com os outros. E às vezes constatamos toda a nossa fragilidade.
Encontramo-nos diante de muros de indiferença e de egoísmo. Sentimo-nos de mãos atadas diante de acontecimentos que parecem superar as nossas forças.
E quantas circunstâncias dolorosas cada um tem de enfrentar na vida! Quanta necessidade de que um Outro se preocupe com elas! Pois bem, nesses momentos a Palavra de Vida pode nos socorrer.
Jesus deixa que experimentemos a nossa incapacidade, certamente não com a intenção de nos desencorajar, mas para fazer-nos experimentar o extraordinário poder da sua graça, que se manifesta justamente quando parece que as nossas forças não vão resistir, a fim de nos ajudar a entender melhor o seu amor. Porém, com uma condição: que tenhamos uma total confiança Nele, como uma criancinha confia na sua mãe; um abandono ilimitado, que nos faz sentir nos braços de um Pai que nos ama assim como nós somos. E para Ele tudo é possível.
E nem mesmo a consciência dos nossos erros nos pode bloquear, porque Deus, sendo amor, nos levanta toda vez que caímos, como fazem o pai e a mãe com o seu filhinho.
"O Senhor ampara todos os que caem e reergue todos os combalidos."
Apoiados nesta certeza, podemos lançar Nele qualquer preocupação, qualquer problema, conforme o convite das Escrituras: "Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois Ele é quem cuida de vós"2.
Também para nós, no início do Movimento, quando a pedagogia do Espírito Santo nos ensinava a dar os primeiros passos no caminho do amor, "lançar toda preocupação no Pai" era coisa de todos os dias e de várias vezes ao dia.
Lembro que eu dizia que não podemos segurar na mão uma brasa, mas logo a jogamos fora, pois do contrário ela queima. Assim também, com a mesma rapidez, lançávamos no Pai toda preocupação. E não lembro de nenhuma preocupação que Ele não tenha resolvido, quando lançada no seu coração.
Mas não é sempre fácil crer, e crer no seu amor.
Durante este mês esforcemo-nos por viver assim em todas as situações, mesmo nas mais intrincadas. Assistiremos vez por vez à intervenção de Deus, que nunca nos abandona, mas cuida de nós. Experimentaremos uma força jamais conhecida, capaz de liberar em nós aptidões novas e imprevistas.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
A arte de fazer amigos
Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que as minhas referências são exclusivamente psicológicas, não têm a pretensão de esgotar toda a beleza da amizade e toda a profundidade da doação, uma das experiências humanas mais elevadas.
Deparei certa vez com uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional para a Educação, dos Estados Unidos, na qual perguntaram a mil pessoas na faixa dos 30 anos se elas achavam que a educação oferecida pelas escolas superiores dotava os educandos das capacidades necessárias para enfrentar o mundo real. Mais de 80% dos entrevistados responderam: "De modo algum".
A pesquisa também perguntava o que essas pessoas gostariam de ter aprendido. As respostas mais recorrentes diziam respeito às capacidades necessárias para desenvolver relacionamentos: 1) como relacionar-se melhor com as pessoas com as quais se vive; 2) como encontrar e manter um trabalho; 3) como administrar os conflitos; 4) como ser bons pais; 5) como entender o desenvolvimento normal de uma criança; 6) como administrar as próprias finanças; 7) como compreender o sentido da vida.
Eu diria que existem várias capacidades fundamentais para tratar as pessoas e transformá-las em amigos. A primeira em absoluto, na minha opinião, pode ser expressa com o ditado "se queres o mel, não destruas a colméia". Em outras palavras: no relacionamento com os outros não adianta criticar condenar nem recriminar. A crítica é perigosa porque fere o orgulho das pessoas e faz com que elas se sintam impotentes e fiquem ressentidas. Skinner, psicólogo famoso em todo o mundo, provou experimentalmente que um animal aprende muito mais rapidamente quando é recompensado pelos seus acertos do que quando é punido pelos seus erros.
Devemos nos lembrar de que muitas vezes lidamos com pessoas que não são governadas pela lógica, mas por paixões impregnadas de idéias preconcebidas e movidas pelo orgulho e pelas vaidades. Qualquer idiota é capaz de condenar, criticar, recriminar. De fato, a maioria o faz. Mas é necessário ter força de vontade e autocontrole para compreender e perdoar.
Outra capacidade importante para construir relacionamentos sólidos é saber que o único modo de fazer-se ouvir pelos outros é falar em seus próprios termos daquilo que eles desejam, ou seja, ver as coisas do ponto de vista do outro.
Mas como fazer para sermos sempre "bem recebidos"? Podemos encontrar uma resposta observando a técnica do maior conquistador de amigos que o mundo já conheceu: o cão. Ele é o único animal que não trabalha para viver. A galinha tem de botar ovo, a vaca deve produzir leite, o canarinho deve no mínimo cantar... O cão vive do amor que dá. Não precisa ler um livro de psicologia para entender a grande lição de vida que seu instinto lhe ensina: podemos conquistar mais amigos em dois meses mostrando-nos interessados pelos outros do que em dois anos tentando induzir os outros a interessarem-se por nós. Se quisermos conquistar amigos, devemos nos esforçar em fazer pelos outros coisas que exigem tempo, energia, altruísmo e boas intenções.
Um terceiro modo de nos tornarmos simpático aos outros é sorrir. É por isto que os cães são tão queridos: quando vêem os seus donos, ficam loucos de alegria. Se quisermos que as pessoas fiquem felizes quando estão conosco, temos de demonstrar que estamos felizes por nos encontrarmos na companhia delas.
Lembro-me ainda de outra maneira para conquistar amigos: ser um bom ouvinte e encorajar os outros a falarem de si. Às vezes uma simples dor de dente pode preocupar uma pessoa muito mais do que a grande carestia que faz milhões de vítimas na China, e uma espinha no pescoço pode ser mais incômoda do que 50 enchentes na Índia. Pense nisso na próxima vez que começar a conversar com alguém. Lembre-se: se quiser ser um bom interlocutor, seja antes de mais nada um ouvinte atento.
Enfim, como tornar-se simpático aos outros? Existe uma norma muito importante que regula os nossos relacionamentos: "Sempre transmita aos outros a sensação de que eles são importantes". O desejo de ser valorizado é uma necessidade primária da natureza humana.
Todos temos necessidade de aprovação por parte das pessoas com as quais convivemos, todos queremos ver reconhecida a nossa dignidade. Precisamos nos sentir importantes no nosso pequeno mundo. Não se trata de bajulações falsas, falo de aprovações sinceras. Sigamos então esta regra de ouro: façamos aos outros aquilo que gostaríamos que fosse feito a nós.
Pasquale Iónata
Psicólogo Membro do Movimento dos Focolares
Deparei certa vez com uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional para a Educação, dos Estados Unidos, na qual perguntaram a mil pessoas na faixa dos 30 anos se elas achavam que a educação oferecida pelas escolas superiores dotava os educandos das capacidades necessárias para enfrentar o mundo real. Mais de 80% dos entrevistados responderam: "De modo algum".
A pesquisa também perguntava o que essas pessoas gostariam de ter aprendido. As respostas mais recorrentes diziam respeito às capacidades necessárias para desenvolver relacionamentos: 1) como relacionar-se melhor com as pessoas com as quais se vive; 2) como encontrar e manter um trabalho; 3) como administrar os conflitos; 4) como ser bons pais; 5) como entender o desenvolvimento normal de uma criança; 6) como administrar as próprias finanças; 7) como compreender o sentido da vida.
Eu diria que existem várias capacidades fundamentais para tratar as pessoas e transformá-las em amigos. A primeira em absoluto, na minha opinião, pode ser expressa com o ditado "se queres o mel, não destruas a colméia". Em outras palavras: no relacionamento com os outros não adianta criticar condenar nem recriminar. A crítica é perigosa porque fere o orgulho das pessoas e faz com que elas se sintam impotentes e fiquem ressentidas. Skinner, psicólogo famoso em todo o mundo, provou experimentalmente que um animal aprende muito mais rapidamente quando é recompensado pelos seus acertos do que quando é punido pelos seus erros.
Devemos nos lembrar de que muitas vezes lidamos com pessoas que não são governadas pela lógica, mas por paixões impregnadas de idéias preconcebidas e movidas pelo orgulho e pelas vaidades. Qualquer idiota é capaz de condenar, criticar, recriminar. De fato, a maioria o faz. Mas é necessário ter força de vontade e autocontrole para compreender e perdoar.
Outra capacidade importante para construir relacionamentos sólidos é saber que o único modo de fazer-se ouvir pelos outros é falar em seus próprios termos daquilo que eles desejam, ou seja, ver as coisas do ponto de vista do outro.
Mas como fazer para sermos sempre "bem recebidos"? Podemos encontrar uma resposta observando a técnica do maior conquistador de amigos que o mundo já conheceu: o cão. Ele é o único animal que não trabalha para viver. A galinha tem de botar ovo, a vaca deve produzir leite, o canarinho deve no mínimo cantar... O cão vive do amor que dá. Não precisa ler um livro de psicologia para entender a grande lição de vida que seu instinto lhe ensina: podemos conquistar mais amigos em dois meses mostrando-nos interessados pelos outros do que em dois anos tentando induzir os outros a interessarem-se por nós. Se quisermos conquistar amigos, devemos nos esforçar em fazer pelos outros coisas que exigem tempo, energia, altruísmo e boas intenções.
Um terceiro modo de nos tornarmos simpático aos outros é sorrir. É por isto que os cães são tão queridos: quando vêem os seus donos, ficam loucos de alegria. Se quisermos que as pessoas fiquem felizes quando estão conosco, temos de demonstrar que estamos felizes por nos encontrarmos na companhia delas.
Lembro-me ainda de outra maneira para conquistar amigos: ser um bom ouvinte e encorajar os outros a falarem de si. Às vezes uma simples dor de dente pode preocupar uma pessoa muito mais do que a grande carestia que faz milhões de vítimas na China, e uma espinha no pescoço pode ser mais incômoda do que 50 enchentes na Índia. Pense nisso na próxima vez que começar a conversar com alguém. Lembre-se: se quiser ser um bom interlocutor, seja antes de mais nada um ouvinte atento.
Enfim, como tornar-se simpático aos outros? Existe uma norma muito importante que regula os nossos relacionamentos: "Sempre transmita aos outros a sensação de que eles são importantes". O desejo de ser valorizado é uma necessidade primária da natureza humana.
Todos temos necessidade de aprovação por parte das pessoas com as quais convivemos, todos queremos ver reconhecida a nossa dignidade. Precisamos nos sentir importantes no nosso pequeno mundo. Não se trata de bajulações falsas, falo de aprovações sinceras. Sigamos então esta regra de ouro: façamos aos outros aquilo que gostaríamos que fosse feito a nós.
Pasquale Iónata
Psicólogo Membro do Movimento dos Focolares
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Para aqueles que preferem a escuridão, a luz é uma acusação.
Uma reflexão sábia que questiona nossa capacidade de fazer diferença no mundo.
Impressiona-me a quantidade de pessoas que saem por aí a repetir conceitos e “verdades” sem fundamento em nada, a não ser em sua opinião pessoal elevada ao grau máximo de pretensão de que a verdade sempre deve coincidir com opinião dela e, se não coincidir, a verdade, claro, está “errada”.
Não podemos nos omitir de fazer diferença no mundo, diferença para o bem porque já tem MUITA gente fazendo diferença para o mal.
Continua verdade, ainda de maneira mais categórica ainda nos dias de hoje, o que Jesus afirmou sobre o sal que não salga e que, portanto, não serve para nada.
A omissão, seja de que natureza for, não é apenas um vazio, é também abrir espaço para que o mal pareça mais forte e para que as pessoas continuem caminhado pela vida seguindo a voz do mais forte ou, por falta de convicções pessoais, seguindo a maioria, como manada, como ovelhas sem pastor.
Nessa perspectiva, é preferível um ateu honesto do que um Cristão omisso.
Pelo menos o ateu,” filho do nada”, é coerente com suas convicções, ao passo que o cristão omisso, mas do que negar suas convicções nega sua essência e sua identidade evangelizadora mais profunda.
Deixa de ser sal,torna-se “insosso”, não serve mais para salgar o mundo.
***
Dan Kennedy, presidente de Human Life
Indivíduos e nações têm a capacidade de realizar grande bem e extremo mal. O mesmo ocorre com instituições e profissões.
É instrutivo que a história seja repleta de evidências de que respeitadas instituições culturais (por exemplo, o mundo acadêmico, os tribunais, os meios de comunicação, a ciência) possam se tornar infectados com a corrupção moral mais radical. No passado, elas “ratificaram” o mal — escravidão, genocídio e outras atrocidades — como “bom”.
As instituições culturais exercem uma influência poderosa umas nas outras e, quando se corrompem, aceleram o mundo político a aceitar o mal como bom. O desejo de agir conforme a moda faz com que muitas pessoas de bom grado sufoquem aquela vozinha baixa que protesta contra o mal que se mascara como totalmente bom.
Toda nossa geração vive a beira da história, e só um tolo creria que sua geração é imune aos males do passado. E assim permanece. “Nunca mais” é, em si, nunca bom o suficiente. A própria ostentação da condenação e o distanciamento elaborado de nossas vidas da injustiça do passado pensamos que garante nossa inocência.
Mas o mal muda seu disfarce; a injustiça aparece em diferente forma. De novo, o mundo político se torna infectado com cegueira para com seus próprios campos de massacres.E assim é em nossa época.
Certas instituições culturais, comercializando em sua autoridade, aprovam o mal moral radical como “bom”. Em verdadeiro estilo elitista, elas travam guerra contra a humanidade sancionando o aborto como a solução para a gravidez não planejada, a eugenia como meio de filtrar uma porção de doenças (por exemplo, filtrando aqueles que as sofrem) e a eutanásia como um tratamento compassivo para o sofrimento no final da vida. Esses são os campos de massacres hoje. Esses são os males sancionados da moda em nossa época.
Escrito no coração
A verdade realmente nos liberta. Para parafrasear G.K. Chesterton: os princípios morais universais que transcendem os governos e a história humana são a única coisa que nos libertam de nos tornarmos escravos do favorecido mal de nossa era.
Esses princípios morais não são um mistério.
Certas verdades morais estão escritas no coração humano. Como o título inteligente de um dos livros do Professor J. Budziszewski deixa claro, há certas coisas que “não podemos saber”*, não importa quantas pessoas finjam conhecer.A história fornece testemunho inspirador dessas almas inflexíveis, livres da cegueira míope de sua era, que falaram e viveram esses princípios. E o mundo é melhor por isso.
Em nossa época, temos também de assumir essa luta. Sem essa contínua luta, a eventual negação de qualquer direito, de qualquer pessoa ou grupo, por qualquer motivo será imposta pelos fortes contra os fracos.
Não devemos permitir que o desejo de adaptação aos modismos sufoque a voz da consciência em nossa época. Precisamos dar testemunho da verdade com nossas palavras e nossas ações, seja qual for a circunstância em que nos achemos. Para a maioria de nós, isso não exige gestos magníficos, ou debate intenso, mas simples declarações de convicção, para nossas famílias, nossos colegas e nossos vizinhos.
Nossa responsabilidade como cidadãos tem de nos conduzir a informar nossas autoridades eleitas acerca de nossa posição sobre certas questões, e nosso voto pelos candidatos precisa refletir nossas convicções.
Em nosso trabalho voluntário, e as instituições beneficentes para as quais doamos, em mil pequenas maneiras podemos alimentar uma cultura da vida. Esse é o importante trabalho que somos chamados para fazer.Nós todos conhecemos o provérbio, é melhor acender uma vela do que praguejar a escuridão. Não é fácil.
Para aqueles que preferem a escuridão, a luz é uma acusação.
Se ousarmos acender uma vela e dispersar as sombras, seremos condenados como inimigos da liberdade e inimigos do “bem”. Esse é um pequeno sacrifício a se fazer ao defender o direito à vida dos membros desfavorecidos, fracos e vulneráveis da família humana.
O que a história registrará sobre nossa geração? O que as futuras gerações escreverão sobre nossa era depende de nós. Nas palavras de Winston Churchill, “Preparemo-nos pois para o nosso dever”. Podemos estar certos de que prevaleceremos. A luz ainda brilha na escuridão, e a escuridão não a venceu.*J. Budziszewski, What We Can’t Not Know, Spence Publishing
terça-feira, 6 de julho de 2010
A Vocação de Maria e a Nossa Vocação
Uma única palavra resume as relações de Deus com a humanidade: Aliança. No centro do plano divino está a vontade de selar um pacto de amor com as criaturas. O deus absoluto e todo poderoso, o único, o Ser necessário e totalmente transcendente quer comunicar-se, deseja estabelecer um diálogo com o ser humano. Deus nos criou para nos transmitir seus bens. Não permanece longe, mas vem até nós para doar-se. A criação inteira é fruto dessa vontade de amor. Deus cria por amor e para amar. É o único motivo. Por isso cria o homem à sua imagem e semelhança, capaz de dialogar, de responder a seu convite para amar, para doar-se.
Toda a história da Bíblia é a história dessa aliança de amor. E essa história, para ser construída, requer sempre, a iniciativa de Deus e a resposta do homem. A Bíblia nos mostra a liança de Deus com Adão e Eva, com Noé, com Abraão, com Moisés, com todo o povo de Israel. Deus chama o homem com um amor gratuito, mas convoca-o a experimentar este amor e ser instrumento dele para que outros o experimentem também. A história da Salvação é toda tecida desta cooperação constante entre Deus e os homens.
O que assombra o ser humano é o fato de, ao mesmo tempo que experimentam a grandeza infinita de Deus, percebem que o Deus infinito quis necessitar de sua cooperação para a realização de seus planos de amor. Quis ser um com ele, e realizar uma obra de amor com a sua cooperação. Foi assim que Moisés se assombrou. Veja êxodo 3,1-12. E Moisés teve medo. Veja êxodo 4,1-18. Deus quer que o homem capte as suas demonstrações de amor e que assuma um compromisso com Ele. À sua ação deve se seguir uma reação do homem. Ele quer ser ouvido e seguido.
Desde que Deus criou o homem, este é convidado a viver esta aliança de amor, e ser cooperador dele. Se voltarmos ao Gn 1,28 veremos este convite feito ao primeiro homem e à primeira mulher. Mas se formos ao Gn 3,1-19 veremos que desde o princípio a história da humanidade está marcada pela infidelidade à esta aliança de amor. Veremos também que há um ser pervertido e perversor, um anjo decaído, o demônio, que vive a tentar o homem para que este quebre sua aliança com Deus.
Nossa Senhora jamais quebrou esta aliança, ao contrário, foi fiel ao convite de deus desde o princípio. Ontem vimos que a sua resposta ao convite para ser a Mãe do filho de Deus foi: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra"(Lc 1,38). E este sim foi repetido durante toda a sua vida, nos momentos mais difíceis: quando teve de dar à luz num estábulo, quando teve que fugir para o Egito para que o menino não fosse morto pelo rei Herodes, e principalmente quando teve de vê-lo morrer numa Cruz, incompreendido por aqueles a quem amava, e por quem entregara toda a sua vida.
Um grande segredo de amor envolvia esta fidelidade de Maria na sua aliança com Deus, a sua cooperação incondicional com a Graça divina: Humildade e Confiança. Maria se fez sempre pequena serva. Não se arrogou de direitos, não desejou fazer valer uma pretensa justiça humana. Orgulhosos que somos, basta-nos muito pouco para nos julgarmos justos e merecedores de grandes favores de Deus e dos irmãos. Basta-nos um pouco de autoconfiança, muito pouco mesmo, para nos compararmos e considerarmos os que estão ao nosso lado como irresponsáveis, incompetentes e inféis. Basta-nos que Deus nos peça um pouco de sacrifício ou de sofrimento, para tantarmos o mais rápido possível do nosso fardo jogando-os nas costas dos outros. Basta-nos a nossa vida, os nossos problemas, as nossas feridas, para não enxergarmos os problemas nem as feridas dos irmãos, e nos tornarmos terríveis carrascos deles. Maria foi o anti-orgulho. Não se arvorou de muita coisa por que Deus lhe chamou para ser mãe do Seu Filho. Se tivesse sentido orgulho, provavelmente teria chamado Isabel para serví-la, e não teria atravessado o deserto para servir sua prima. Teria se achado o centro, a digna de ser ajudada, e nem teria percebido que neste exato momento era a sua prima que necessitava de sua ajuda. Maria não era centrada em si, mas em Deus e na sua vontade.
Maria não vivia em torno de si mesma, e dos seus pequenos sonhos e planos, mas em torno de Deus e da sua vontade. Maria não tentava misturar o que era sua vontade, com a vontade de Deus, mas abandonava inteiramente sua vontade em prol de fazer a vontade de Deus. Por isto era capaz de captar as necessidades dos irmãos, e ao contrário de colocar fardos nos ombros dos outros, os tirava. Maria não se fez Rainha, por isto Deus a fez Rainha.
Maria confiou em Deus. Não colocou sua confiança em pessoas, em coisas, em títulos, em elogios, em confirmações que viessem dos outros. Maria simplesmente deu o seu ser para que nela se cumprisse a vontade de Deus: " Faça-se em mim", ela disse. Maria buscava veeementemente a vontade de Deus para si, e sabia que esta vontade sempre exigiria dela abandonar seus próprios planos. Ela sabia que Deus tem a última palavra em tudo, e via em tudo a vontade de Deus, e não a dos homens. Tudo vinha de Deus. Nós somos idólatras de nós mesmos e dos nossos irmãos. Não confiamos suficientemente em deus, e por isso sempre esperamos nas criaturas. E nos decepcionamos, porque elas não são deuses. Nós fabricamos ídolos, para que estejam ao redor de nós, a fim de nos servir quando precisamos. E nos decepcionamos. Não vamos para Deus, porque no fundo sabemos que ele não fará a nossa vontade, não nos fará de crianças, mas quer formar pessoas maduras, que escolham unicamente ele e a sua vontade. Quer que estejamos sós diante dele para dizer o nosso sim sem contar que seja outro e não nós a levar o momento sacrificado do nosso sim. Por isso nos tira as pessoas. Por isso muitas vezes nos faltou, nos falta, e nos faltarão a compreensão dos pais, dos amigos, dos irmãos mais queridos. Tudo para que esperemos só em Deus, e nos dirjamos aos irmãos sem interesse próprio algum, mas unicamente para serví-los, para amá-los gratuitamente. Assim fez Maria visitando Isabel.
E foi porque se desprendeu das criaturas, e disse seu sim com total humildade e confiança, que Maria recebeu de Deus a confirmação que lhe veio pelos lábios de Isabel: "Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre"(Lc 1,42). Se escutássemos hoje de Deus estas palavras: "Bendito ou bendita és tu, benditas são os frutos das tuas obras, do teu sim a Deus", seríamos curados num instante de toda auto-imagem negativa. Porém, para escutar estas palavras, é preciso antes escutar e dizer sim à vontade de Deus para nós. Somente no centro da vontade de Deus está a nossa cura, a nossa libertação. Somente clamando antes a Deus a graça de esquecermos de nós mesmos, das exigências e queixas que por tantos anos guardamos em relação aos nossos pais e irmãos, somente se estivermos dispostos a nos despojar da criança mimada e egoísta que há dentro de nós, é que poderemos experimentar a cura da nossa auto-imagem negativa, e enfim poderemos cantar como Maria: "Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu salvador, porque olhou para seu pobre servo, ou sua pobre serva (Maria representa todas as criaturas na sua fragilidade humana). Por isto desde agora me proclamarão bem aventurado ou bem aventurada, todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração sobre os que o temem"(Lc 1,46-50).
Maria sempre experimentou, em todas as situações, a gratuidade do Seu amor por ela. E ela também era gratuita no seu amor a Deus. Fazera vontade de Deus, ser fiel a Deus nunca foi para ela motivo de exigir que Deus a recompensasse com mimos. Não demos a vida a nós mesmos. Nada temos por nós mesmos. Tudo na nossa vida é um presente de Deus. A nossa vida é um grande presente de Deus. As alegrias, as tristezas, são um presente de Deus, às vezes misteriosos, mas que um dia compreenderemos. não é necessário compreender, mas aceitar com humildade e confiança que tudo é um presente de amor de Deus. Deus está por trás de todos os acontecimentos de nossa vida. Há coisas que nos sucederam que ele não gostaria que fosse assim, mas permitiu. A nossa liberdade, ou a de nossos irmãos foi mal usada, mas Ele é Deus, capaz de transformar todas as coisas porque nos ama. Isto não é desculpa para permanecermos crianças mimadas e insistentes em nossos planos egoístas, porque quando nos afastamos da vontade de Deus, embora ele continue nos amando, não conseguimos perceber isto, e podemos jogar fora a nossa união definitiva com Ele. Isso é muito sério. Podemos optar pelo inferno, e isto Ele não vai impedir. Embora Ele esteja trabalhando sempre pela nossa salvação, esta é uma opção nossa, que Ele não vai impedir.
Precisamos pedir a Deus a cura para nossas feridas, mas precisamos pedir a Deus acima de tudo a Sua Graça, que é o maior presente. Foi pela Graça de Deus que Maria realizou a vontade de Deus para sua vida, e todos nós somos hoje beneficiados. Precisamos louvar a Deus porque Maria o amou antes de si mesma e antes de todas as criaturas. Ela sempre escolheu Deus e a sua vontade. Maria não se sentia uma pessoa nula, péssima, mal amada. Ela não sofria de auto imagem negativa. os olhos dela nunca estiveram nela mesma ou em seus traumas, mas estavam postos na grande bondade de Deus. estava sempre a recordar suas maravilhas, e aquilo que de doloroso lhe sucedia era recebido no silêncio e na humildade, mas especialmente na confiança de que Deus é sempre amor. Peçamos hoje a Maria a Graça de sermos tirados do centro de nós mesmos, e assim curados na nossa auto imagem. peçamos a Maria, que ela "arranque" do coração de Deus a Graça de termos unicamente Deus como centro de nossas vidas. Que todas as dores, as mágoas, as feridas, os sentimentos de incapacidade, de ser desprezado, não amado, tudo isto seja colocado no coração de Maria, que está sempre unido ao coração de Jesus e do Pai. E que hoje, o fogo do espírito santo possa queimar tudo isto e nos dar um auto imagem nova, límpida, resplandescente, e possamos dizer com ela: "Realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo" (Lc 1,49).
Texto da Escola de Formação Shalom
escoladeformacao@comshalom.org
Toda a história da Bíblia é a história dessa aliança de amor. E essa história, para ser construída, requer sempre, a iniciativa de Deus e a resposta do homem. A Bíblia nos mostra a liança de Deus com Adão e Eva, com Noé, com Abraão, com Moisés, com todo o povo de Israel. Deus chama o homem com um amor gratuito, mas convoca-o a experimentar este amor e ser instrumento dele para que outros o experimentem também. A história da Salvação é toda tecida desta cooperação constante entre Deus e os homens.
O que assombra o ser humano é o fato de, ao mesmo tempo que experimentam a grandeza infinita de Deus, percebem que o Deus infinito quis necessitar de sua cooperação para a realização de seus planos de amor. Quis ser um com ele, e realizar uma obra de amor com a sua cooperação. Foi assim que Moisés se assombrou. Veja êxodo 3,1-12. E Moisés teve medo. Veja êxodo 4,1-18. Deus quer que o homem capte as suas demonstrações de amor e que assuma um compromisso com Ele. À sua ação deve se seguir uma reação do homem. Ele quer ser ouvido e seguido.
Desde que Deus criou o homem, este é convidado a viver esta aliança de amor, e ser cooperador dele. Se voltarmos ao Gn 1,28 veremos este convite feito ao primeiro homem e à primeira mulher. Mas se formos ao Gn 3,1-19 veremos que desde o princípio a história da humanidade está marcada pela infidelidade à esta aliança de amor. Veremos também que há um ser pervertido e perversor, um anjo decaído, o demônio, que vive a tentar o homem para que este quebre sua aliança com Deus.
Nossa Senhora jamais quebrou esta aliança, ao contrário, foi fiel ao convite de deus desde o princípio. Ontem vimos que a sua resposta ao convite para ser a Mãe do filho de Deus foi: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra"(Lc 1,38). E este sim foi repetido durante toda a sua vida, nos momentos mais difíceis: quando teve de dar à luz num estábulo, quando teve que fugir para o Egito para que o menino não fosse morto pelo rei Herodes, e principalmente quando teve de vê-lo morrer numa Cruz, incompreendido por aqueles a quem amava, e por quem entregara toda a sua vida.
Um grande segredo de amor envolvia esta fidelidade de Maria na sua aliança com Deus, a sua cooperação incondicional com a Graça divina: Humildade e Confiança. Maria se fez sempre pequena serva. Não se arrogou de direitos, não desejou fazer valer uma pretensa justiça humana. Orgulhosos que somos, basta-nos muito pouco para nos julgarmos justos e merecedores de grandes favores de Deus e dos irmãos. Basta-nos um pouco de autoconfiança, muito pouco mesmo, para nos compararmos e considerarmos os que estão ao nosso lado como irresponsáveis, incompetentes e inféis. Basta-nos que Deus nos peça um pouco de sacrifício ou de sofrimento, para tantarmos o mais rápido possível do nosso fardo jogando-os nas costas dos outros. Basta-nos a nossa vida, os nossos problemas, as nossas feridas, para não enxergarmos os problemas nem as feridas dos irmãos, e nos tornarmos terríveis carrascos deles. Maria foi o anti-orgulho. Não se arvorou de muita coisa por que Deus lhe chamou para ser mãe do Seu Filho. Se tivesse sentido orgulho, provavelmente teria chamado Isabel para serví-la, e não teria atravessado o deserto para servir sua prima. Teria se achado o centro, a digna de ser ajudada, e nem teria percebido que neste exato momento era a sua prima que necessitava de sua ajuda. Maria não era centrada em si, mas em Deus e na sua vontade.
Maria não vivia em torno de si mesma, e dos seus pequenos sonhos e planos, mas em torno de Deus e da sua vontade. Maria não tentava misturar o que era sua vontade, com a vontade de Deus, mas abandonava inteiramente sua vontade em prol de fazer a vontade de Deus. Por isto era capaz de captar as necessidades dos irmãos, e ao contrário de colocar fardos nos ombros dos outros, os tirava. Maria não se fez Rainha, por isto Deus a fez Rainha.
Maria confiou em Deus. Não colocou sua confiança em pessoas, em coisas, em títulos, em elogios, em confirmações que viessem dos outros. Maria simplesmente deu o seu ser para que nela se cumprisse a vontade de Deus: " Faça-se em mim", ela disse. Maria buscava veeementemente a vontade de Deus para si, e sabia que esta vontade sempre exigiria dela abandonar seus próprios planos. Ela sabia que Deus tem a última palavra em tudo, e via em tudo a vontade de Deus, e não a dos homens. Tudo vinha de Deus. Nós somos idólatras de nós mesmos e dos nossos irmãos. Não confiamos suficientemente em deus, e por isso sempre esperamos nas criaturas. E nos decepcionamos, porque elas não são deuses. Nós fabricamos ídolos, para que estejam ao redor de nós, a fim de nos servir quando precisamos. E nos decepcionamos. Não vamos para Deus, porque no fundo sabemos que ele não fará a nossa vontade, não nos fará de crianças, mas quer formar pessoas maduras, que escolham unicamente ele e a sua vontade. Quer que estejamos sós diante dele para dizer o nosso sim sem contar que seja outro e não nós a levar o momento sacrificado do nosso sim. Por isso nos tira as pessoas. Por isso muitas vezes nos faltou, nos falta, e nos faltarão a compreensão dos pais, dos amigos, dos irmãos mais queridos. Tudo para que esperemos só em Deus, e nos dirjamos aos irmãos sem interesse próprio algum, mas unicamente para serví-los, para amá-los gratuitamente. Assim fez Maria visitando Isabel.
E foi porque se desprendeu das criaturas, e disse seu sim com total humildade e confiança, que Maria recebeu de Deus a confirmação que lhe veio pelos lábios de Isabel: "Bendita és Tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre"(Lc 1,42). Se escutássemos hoje de Deus estas palavras: "Bendito ou bendita és tu, benditas são os frutos das tuas obras, do teu sim a Deus", seríamos curados num instante de toda auto-imagem negativa. Porém, para escutar estas palavras, é preciso antes escutar e dizer sim à vontade de Deus para nós. Somente no centro da vontade de Deus está a nossa cura, a nossa libertação. Somente clamando antes a Deus a graça de esquecermos de nós mesmos, das exigências e queixas que por tantos anos guardamos em relação aos nossos pais e irmãos, somente se estivermos dispostos a nos despojar da criança mimada e egoísta que há dentro de nós, é que poderemos experimentar a cura da nossa auto-imagem negativa, e enfim poderemos cantar como Maria: "Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus, meu salvador, porque olhou para seu pobre servo, ou sua pobre serva (Maria representa todas as criaturas na sua fragilidade humana). Por isto desde agora me proclamarão bem aventurado ou bem aventurada, todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo. Sua misericórdia se estende, de geração em geração sobre os que o temem"(Lc 1,46-50).
Maria sempre experimentou, em todas as situações, a gratuidade do Seu amor por ela. E ela também era gratuita no seu amor a Deus. Fazera vontade de Deus, ser fiel a Deus nunca foi para ela motivo de exigir que Deus a recompensasse com mimos. Não demos a vida a nós mesmos. Nada temos por nós mesmos. Tudo na nossa vida é um presente de Deus. A nossa vida é um grande presente de Deus. As alegrias, as tristezas, são um presente de Deus, às vezes misteriosos, mas que um dia compreenderemos. não é necessário compreender, mas aceitar com humildade e confiança que tudo é um presente de amor de Deus. Deus está por trás de todos os acontecimentos de nossa vida. Há coisas que nos sucederam que ele não gostaria que fosse assim, mas permitiu. A nossa liberdade, ou a de nossos irmãos foi mal usada, mas Ele é Deus, capaz de transformar todas as coisas porque nos ama. Isto não é desculpa para permanecermos crianças mimadas e insistentes em nossos planos egoístas, porque quando nos afastamos da vontade de Deus, embora ele continue nos amando, não conseguimos perceber isto, e podemos jogar fora a nossa união definitiva com Ele. Isso é muito sério. Podemos optar pelo inferno, e isto Ele não vai impedir. Embora Ele esteja trabalhando sempre pela nossa salvação, esta é uma opção nossa, que Ele não vai impedir.
Precisamos pedir a Deus a cura para nossas feridas, mas precisamos pedir a Deus acima de tudo a Sua Graça, que é o maior presente. Foi pela Graça de Deus que Maria realizou a vontade de Deus para sua vida, e todos nós somos hoje beneficiados. Precisamos louvar a Deus porque Maria o amou antes de si mesma e antes de todas as criaturas. Ela sempre escolheu Deus e a sua vontade. Maria não se sentia uma pessoa nula, péssima, mal amada. Ela não sofria de auto imagem negativa. os olhos dela nunca estiveram nela mesma ou em seus traumas, mas estavam postos na grande bondade de Deus. estava sempre a recordar suas maravilhas, e aquilo que de doloroso lhe sucedia era recebido no silêncio e na humildade, mas especialmente na confiança de que Deus é sempre amor. Peçamos hoje a Maria a Graça de sermos tirados do centro de nós mesmos, e assim curados na nossa auto imagem. peçamos a Maria, que ela "arranque" do coração de Deus a Graça de termos unicamente Deus como centro de nossas vidas. Que todas as dores, as mágoas, as feridas, os sentimentos de incapacidade, de ser desprezado, não amado, tudo isto seja colocado no coração de Maria, que está sempre unido ao coração de Jesus e do Pai. E que hoje, o fogo do espírito santo possa queimar tudo isto e nos dar um auto imagem nova, límpida, resplandescente, e possamos dizer com ela: "Realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo" (Lc 1,49).
Texto da Escola de Formação Shalom
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Bem aventurado os mansos
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Milly OU Milena? Menina ou Mulher?
Eu sou menina porque ainda acredito nos sonhos
mas tambem sou mulher porque vivo com os pés bem assentes na terra...
Eu sou menina porque adoro rir e brincar tal como as crianças,
mas tambem sou mulher porque sei escolher as alturas certas para rir e brincar...
Eu sou menina porque ainda acredito em principes encantados,
mas tambem sou mulher porque eu sei que o amor é muito mais que uma historia de encantar...
Eu sou menina porque acredito no amor eterno,
mas tambem sou mulher,e sei que para ser eterno,o amor tem de ser verdadeiro...
Eu sou menina porque tenho esperança num mundo melhor
mas tambem sou mulher porque observo que o mundo não e aquilo que gostariamos...
Eu sou menina porque ainda acredito na frase"Ser sempre feliz!"
mas tambem sou mulher,porque sei que nem sempre temos momentos felizes...
Eu sou menina porque eu sigo o meu coração,
mas tambem sou mulher e sei que por vezes "devemos" seguir a razão...
por isso algumas vezes prefiro ser menina...e seguir o coração...
deixando escondida para sempre a razão da mulher em mim...
